terça-feira, 19 de novembro de 2013

Nossa Casa nossa Benção! Somos todos responsáveis por este projeto!









 A diocese de Joinville/SC tem um bom motivo para ser acolhida dentre os membros da família carismática e visitar a Sede Nacional da RCCBRASIL, nos primeiros dias do ano, durante o ENF 2014. A paróquia da cidade lançou a campanha: “Nossa Casa, nossa Benção! Somos todos responsáveis por este projeto!”.
A iniciativa partiu da secretária do escritório diocesano de Joinville, Maria da Silva Pereira, ao ouvir que algo precisava ser feito em prol da construção da Sede Nacional: “A inspiração foi minha, depois do coordenador diocesano Pedro Aluisio Moreira, que chegou da reunião no estado, pedindo que rezássemos para a atual fase de construção da Sede Nacional. Levei a ideia inicial da campanha, que depois foi  melhorada e aceita por todos os coordenadores”. 
A proposta é que cada Grupo de Oração conseguisse 30 pessoas que colaborassem com um real. Esta colaboração foi registrada em um a ficha e entregue no ato das celebrações da Eucaristia, em Ação de Graças na paróquia. Além de colaborar, a pessoa pôde colocar uma intenção para ser oferecida na Santa Missa. Segundo a secretária, a campanha tem apoio do orientador espiritual e pároco da Catedral, Padre Jorge Oczkowki, que ao assumir a catedral  em  2007 como pároco, incentivou a realização de uma Missa mensal da RCC. Além disso, as pessoas se sentem tocadas pelo projeto por meio de sua simplicidade.   
Após um mês do lançamento da campanha, a atividade foi colocada em oração e viu-se que não era somente para o mês de setembro, mas por um ano, durante missas da Catedral. Desta forma, o Ministério de Intercessão diocesano também passou a receber os nomes dos colaboradores que preenchidos na folha da campanha e entregues para as intenções da missa.
Esta foi uma simples iniciativa que alcançou diversos corações sensibilizados com a obra de construção da Nossa Casa, Nossa Bênção!
Visitando o hotsite da Sede Nacional você conhecerá esta campanha que nasceu de por meio de profecias e escuta de Deus, para que possamos viver assim como foi dito em Tobias 13, 14: “Nações de longe virão a ti, com presentes, adorar ao Senhor em teus muros”.

JMJ Cracóvia 2016 celebrará a misericórdia!

altDepois de viver momentos intensos e marcantes no Rio de Janeiro, a juventude católica aguarda com grande expectativa a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na Cracóvia, em Polônia, que além do local já possui data e tema definidos.
Segundo o Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanisław Dziwisz, a JMJ 2016 ocorrerá de 25 de julho a 1° de agosto. Lembrando que o local foi escolhido por Papa Francisco em homenagem ao idealizador deste maior encontro mundial de jovens católicos, Beato João Paulo II, que será canonizado em 27 de abril de 2014.
Outra novidade foi o anúncio da escolha dos temas que marcarão as etapas do itinerário anual de preparação espiritual durante os anos que antecederão o evento. Confira:
XXIX Jornada Mundial da Juventude, 2014:
“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3)
XXX Jornada Mundial da Juventude, 2015:
“Felizes os puros de coração, porque verão a Deus”(Mt 5,8)
XXXI Jornada Mundial da Juventude, 2016 (Cracóvia):
“Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia”(Mt 5,7)
Os três temas foram escolhidos em recordação ao pedido de Papa Francisco aos jovens, durante a JMJ no Brasil: “Olhe, leia as Bem-Aventuranças, que lhe farão bem!” (cf Encontro com os jovens argentinos na Catedral de São Sebastião, 25/07/2013).
A JMJ 2016 já possui um site que traz notícias, informações sobre o local e sobre o evento, além de um menu especial sobre João Paulo II. O portal ainda não possui a versão em português, mas segundo a organização, em breve será disponibilizada em nosso idioma.

Acesse o portal da JMJ Cracóvia 2016: www.krakow2016.com
 

Papa entrega Exortação Apostólica Evangelii gaudium para concluir o Ano da Fé!

altA Exortação Apostólica Evangelii gaudium será entregue pelo Papa Francisco no próximo domingo, 24 de novembro, na Praça São Pedro, durante a Missa conclusiva do Ano da Fé.
A entrega foi anunciada pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Arcebispo Rino Fisichella, por ocasião da apresentação dos eventos conclusivos do Ano da fé, na sala de Imprensa da Santa Sé.
Simbolicamente, o Santo Padre entregará a carta a um Bispo, a um Sacerdote e a um Diácono, escolhidos entre os mais jovens a serem ordenados, vindos da Letônia, Tanzânia e Austrália. Este ato caracterizará a conclusão do Ano da fé, acontecimento que levou oito milhões e meio de fieis a peregrinar até o túmulo de Pedro.
Outro momento significativo será a exposição das relíquias atribuídas ao apóstolo Pedro, pela primeira vez. Durante a celebração serão também recolhidas ofertas em favor das vítimas do tufão Hayan nas Filipinas.
 
Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A alegria em levar os jovens ao encontro de Jesus!

Antes de sua experiência pessoal com Jesus, Bruno de Oliveira Peixoto, chegou a pensar que a alegria de um jovem poderia se encontrar nos vícios e falsos prazeres. Hoje, como atual coordenador estadual do Ministério Jovem (MJ) do Rio de Janeiro, Bruno partilha como se deu sua mudança de vida e o que o Amor de Deus é capaz de fazer quando deixamos ser moldados por Ele.

alt“Meu nome é Bruno de Oliveira Peixoto, tenho 28 anos, conheci a RCC há quatro anos e meio, na minha Paróquia Santo Antônio da Prata, em Belford Roxo, na Diocese de Nova Iguaçu. Participo do Grupo de Oração Renovados em Cristo, em que sirvo até hoje.
Descobri que poderia ser um jovem diferente quando me percebi amado por Deus. Esse amor foi mudando a minha vida aos poucos, me transformando a cada novo encontro com Jesus Eucarístico. Quando sabendo que comungando o Corpo e o Sangue de Cristo, meu coração se moldava ao coração dEle, sentia que o sangue de Cristo corria em minhas veias. Eu, que durante um tempo busquei minha alegria em vícios e falsos prazeres, encontrei a verdadeira felicidade nos braços do Pai.
Ainda no início da minha caminhada na RCC, fui convidado para um encontro do Ministério Jovem na minha diocese, esse encontro foi meu primeiro contato com o Ministério. Senti, então, a vontade de levar o MJ para dentro meu Grupo de Oração. Assim o Senhor foi confirmando em meu coração o chamado para trabalhar com a juventude, era muito gratificante levar os jovens a um encontro com Jesus através da pessoa do Espírito Santo. Passado um ano e alguns meses, assumi a coordenação do MJ diocesano.
Em um dia de retiro estadual do Ministério da Palavra fui surpreendido com um convite feito pelo meu coordenador estadual, Ricardo Emílio, pois, por ser coordenador diocesano, não me imaginava assumindo o estado ainda. Passado o susto, orei dias e noites, até que o Senhor confirmasse essa eleição no meu coração; pude contar também com as orações e palavras de confirmação de irmãos que sempre caminharam ao meu lado.
Com minha esperança posta em Cristo, assumi a coordenação estadual do Ministério Jovem neste mês de outubro de 2013. Minha expectativa em curto prazo é de dar continuidade ao trabalho de formação de discípulos-missionários, em atenção à base formativa do MJ nacional e ao legado que a JMJ 2013 nos deixou. Em longo prazo, quero me manter alerta, atento ao novo que o Senhor tem para o nosso estado. Certo de que as promessas que o Senhor tem nos feito se cumprirão e de que a nossa fidelidade é determinante para a realização de cada sonho de Deus para esse tempo.
É através deste testemunho de gratidão e amor a Cristo, que falo um pouco do que Deus já realizou em toda minha caminhada e deixo aqui meu recado para todos os jovens da nossa Igreja:
Amados Sentinelas da Manhã, diante das profundas mudanças e rápidas transformações que o mundo nos impõe, é urgente anunciarmos que Cristo é a esperança para todo o desejo de liberdade e vida em plenitude que grita em nossos corações. Precisamos levar o outro a conhecer, verdadeiramente, aquele que é capaz de dar sentido e alegria às nossas vidas.
‘Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossas palavras e obras é nossa alegria‘. (Doc Aparecida, n.32)
Paz, fogo e missão!”

Angelus: Deus se recorda de cada um de seus filhos!

altQueridos irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho de Lucas deste domingo nos mostra Jesus que, em seu caminho rumo a Jerusalém, entra na cidade de Jericó. Esta é a última etapa de uma viagem que resume em si o sentido de toda a vida de Jesus, dedicada a procurar e salvar as ovelhas perdidas da casa de Israel. Mas quanto mais no caminho aproxima-se da meta, mais em torno de Jesus forma-se um círculo de hostilidade.
No entanto, em Jericó, acontece um dos eventos mais alegres narrados por São Lucas: a conversão de Zaqueu. Este homem é uma ovelha perdida, é desprezado, é um “excomungado”, porque é um publicano, antes, é o chefe dos cobradores de impostos da cidade, amigo dos odiados ocupantes romanos, é um ladrão e um explorador. Bela figura, não é? É assim.
Impedido de aproximar-se de Jesus, provavelmente por motivo de sua má fama, e sendo baixo de estatura, Zaqueu sobe em uma árvore para poder ver o Mestre que passa. Este gesto exterior, um pouco ridículo, exprime, porém, o ato interior do homem que procura colocar-se sobre a multidão para ter um contato com Jesus. O próprio Zaqueu não sabe o sentido profundo de seu gesto; não sabe por que faz isto, mas o faz; nem sequer ousa esperar que possa ser superada a distância que o separa do Senhor; conforma-se em vê-Lo somente de passagem. Mas Jesus, quando chega próximo àquela árvore, chama-o pelo nome: “Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa” (Lc 19, 5). Aquele homem baixo de estatura, rejeitado por todos e distante de Jesus é como perdido no anonimato; mas Jesus chama-o, e aquele nome Zaqueu, naquelas línguas daquele tempo, tem um belo significado cheio de alusões: “Zaqueu” de fato quer dizer “Deus recorda”. É belo: “Deus recorda”.
E Jesus vai àquela casa de Zaqueu, suscitando as críticas de todo o povo de Jericó. Porque também naquele tempo se fofoca muito, né? E o povo dizia: “Mas como? Com todas as bravas pessoas que há na cidade, vai hospedar-se justamente na casa de um publicano?” Sim, porque ele estava perdido; e Jesus diz: “Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão” (Lc 19, 9). Na casa de Zaqueu, a partir daquele dia, entrou a alegria, entrou a paz, entrou a salvação, entrou Jesus.
Não existe profissão ou condição social, não há pecado ou crime de qualquer gênero que possa cancelar da memória e do coração de Deus um filho sequer. “Deus recorda”, sempre, não esquece nenhum daqueles que criou; Ele é Pai, sempre à espera vigilante e amorosa de ver renascer no coração do filho o desejo de retornar à casa. E quando reconhece este desejo, mesmo que simplesmente manifestado, e tantas vezes quase inconsciente, imediatamente põe-se a seu lado, e com o seu perdão lhe torna mais leve o caminho da conversão e do retorno. Mas olhemos para Zaqueu hoje na árvore: é ridículo, mas é um gesto de salvação. E eu digo a você: se você tem um peso na consciência, se você tem vergonha de tantas coisas que cometeu, pare um pouco, não se desespere, pense que Um te espera, porque nunca deixou de se lembrar de você, de pensar em você. E este é o teu Pai, é Deus, é Jesus que te espera! Suba, como fez Zaqueu; sai sobre a árvore da vontade de ser perdoado. Eu te asseguro que não te decepcionarás. Jesus é misericordioso e nunca se cansa de perdoar. Lembre-se bem, sim? Assim é Jesus.
Irmãos e irmãs, deixemo-nos também nós sermos chamados pelo nome por Jesus! No fundo do coração, escutemos a sua voz que nos diz: “Hoje devo parar na tua casa; eu quero parar na tua casa e no teu coração”, isso é, na tua vida. E vamos acolhê-Lo com alegria: Ele pode mudar-nos, pode transformar o nosso coração de pedra em coração de carne, pode livrar-nos do egoísmo e fazer da nossa vida um dom de amor. Jesus pode fazê-lo. Deixe-se olhar por Jesus.

03 de Novembro de 2013 © Innovative Media Inc.
Fonte: Zenit

“Se estamos unidos, a fé se torna forte” diz Papa Francisco!

alt“Comunhão dos santos” foi o tema proposto pelo Papa Francisco para a Catequese desta quarta-feira (30) na Praça de São Pedro, no Vaticano. Citando o parágrafo 948 do Catecismo da Igreja Católica, o Pontífice explicou que no que se refere ao assunto, existem duas realidades: “a comunhão das coisas santas” e a “comunhão entre as pessoas santas”, e direcionou seu ensino no segundo significado.
Segundo Francisco, a Igreja é comunhão de amor com a Santíssima Trindade que se estende na comunhão fraterna. “Esta relação entre Jesus e o Pai é a “matriz” do vínculo entre nós cristãos: se estamos intimamente inseridos nesta “matriz”, nesta fornalha ardente de amor que é a Trindade, então podemos nos tornar verdadeiramente um só coração e uma só alma entre nós”, afirmou.
Partindo deste enraizamento no amor de Deus, o segundo aspecto a ser refletido é a necessidade que temos um do outro no caminho da santidade. Para o Santo Padre, “a nossa fé precisa do apoio dos outros, especialmente nos momentos difíceis. Se nós estamos unidos, a fé se torna forte. Quanto é belo apoiar-nos uns aos outros na aventura maravilhosa da fé! Digo isto porque a tendência a se fechar no privado influenciou também o âmbito religioso, de forma que muitas vezes é difícil pedir a ajuda espiritual dos que partilham conosco a experiência cristã”.
“Esta união entre nós vai além e continua na outra vida”, disse o Pontífice destacando o último ponto a ser tratado na Catequese, a eternidade desta comunhão fraterna.
“Há um vínculo profundo e indissolúvel entre tantos que são ainda peregrinos neste mundo, estejam entre nós e até aqueles que atravessaram o limiar da morte para entrar na eternidade. (...) Esta comunhão entre terra e céu se realiza especialmente na oração de intercessão”, disse.
“Temos esta beleza”, exclamou o Santo Padre, ao se referir à beleza de ter irmãos que nos acompanha no caminho da vida e que nos encontrará novamente no céu. E encerrou convidando os cristãos:
“Sigamos por este caminho com confiança, com alegria. Um cristão deve ser alegre, com a alegria de ter tantos irmãos batizados que caminham com ele; apoiado pela ajuda dos irmãos e das irmãs que fazem esta estrada para ir para o céu; e também com a ajuda dos irmãos e das irmãs que estão no céu e rezam a Jesus por nós. Avante por este caminho com alegria!”
Ao final da audiência geral, Papa Francisco fez um apelo à oração pela a paz no Iraque: “Convido-vos a rezar pela querida nação iraquiana infelizmente marcada cotidianamente por trágicos episódios de violência, para que encontre o caminho da reconciliação, da paz, da unidade e da estabilidade”.

A catequese na íntegra está disponível no site do Vaticano, no idioma italiano.

O poder da bênção!

Ser cristão é ser um “acontecimento feliz” para o mundo, para as pessoas que conosco convivem. Eis-nos diante deste lindo desafio: ser bênção, exalar o perfume de Cristo, ser presença de Deus onde quer que estejamos. Mas, para isso, precisamos vigiar nosso comportamento e renunciar a alguma práticas que, muitas vezes, sem percebermos, tornam-se comuns em nosso meio. 
altA palavra bênção possui significados muito profundos e ricos. Entretanto, dois me chamam bastante a atenção: bênção significa benefício e também acontecimento feliz. Ao sermos abençoados por nosso Abbá(nosso Pai-Deus querido) somos cumulados de seus benefícios: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e jamais te esqueças de todos os seus benefícios.” “É Ele que cumula de benefícios a tua vida, e renova a tua juventude como a da águia” (Sl. 102, 2.5). Portanto, bênção é um benefício, um bem generosamente dirigido a alguém. Por outro lado, bênção é um favor que gera satisfação, felicidade, júbilo interior, contentamento, grande alegria; é um acontecimento feliz. O maior ícone desse favor, desse acontecimento, feliz foi a encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo” (Ef. 1, 3).
Nesse sentido, também nós precisamos ser bênção para os outros. Uma vez abençoados por Deus, sejamos nós uma bênção para os irmãos em Cristo, para a nossa família, para os nossos lares, para a Igreja, para o Grupo de Oração do qual fazemos parte, para a RCCBRASIL, para o mundo em suas diversas implicações e desdobramentos. Precisamos ser esses “vasos transbordantes do benefício de Deus” e também esse “acontecimento feliz” na vida das pessoas. É como o Senhor falou a Abrão: “Eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos” (Gn, 12, 2b).
Ser, pois, agente transbordante do benefício de Deus implica em exalar o perfume de Cristo (cf. II Cor. 2, 14-15) através de nossas atitudes, postura, expressões faciais; através de nossos gestos, olhar, sentimentos, critérios, impulsos; através das prioridades que traçamos para nossas vidas, das escolhas que fazemos, das palavras que proferimos. De modo particular, quero me deter aqui na possibilidade de sermos agentes transbordantes do benefício de Deus através das nossas palavras. Sabemos que uma palavra tanto pode edificar, reconstruir, restabelecer, quanto pode ferir, matar, massacrar alguém. São Tiago nos ensina que um homem ou uma mulher que refreia sua língua é alguém perfeito, capaz de refrear todo o seu corpo (cf. Tg. 3, 2b). E ele denunciou o que acontecia naquela comunidade, que não é diferente do que acontece hoje: “Com ela (língua) bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim” (Tg. 3, 9-10).
Irmãos, sabemos que xingamentos, calúnias, falsos testemunhos, fofocas, palavras de depreciação e de julgamentos temerários, gritarias, palavras geradas por impulso de raiva dentre outras não são palavras de bênção. Precisamos cuidar também para que não caiamos na armadilha de, movidos algumas vezes pela falsa pretensão de fazermos uma crítica construtiva, querer, em verdade, nos sobrepor ao outro para diminuí-lo e colocá-lo em xeque. Por vezes não exalamos o perfume de Cristo através de nossa língua, mas apresentamos uma espécie de espada bem afiada e fria a cortar o pescoço dos irmãos e a disseminar coisas que não são de Deus entre nós. Nossa língua precisa ser comunicadora do benefício de Deus!
De igual modo, somos chamados a ser um “acontecimento feliz” na vida das pessoas. Quantas vezes ouvimos: “você foi enviado por Deus para me levantar” ou “sinto tanta paz quando estou com você ou quando converso com você”... Ser um acontecimento feliz na vida das pessoas é simplesmente mostrar a Face de Cristo para elas e conduzi-las para Deus através de nossas palavras e testemunho credível (cf. PortaFidei, 15). O Papa Paulo VI, ao nos exortar que precisamos ter “fogo no coração, palavra nos lábios e profecia no olhar”, pretendeu abranger todos esses níveis da vida cristã: a experiência profunda com Deus que arde em nós, o impulso ardoroso de anunciar oportuna e importunamente a Boa-Nova e o testemunho coerente e eloquente do verdadeiro seguimento de Cristo.

Vinícius Rodrigues Simões
Grupo de Oração Jesus Senhor
Coordenador Nacional do Ministério de Formação RCCBRASIL